O Festival



UM “CADIM” DE HISTÓRIA.

Montanhas, clima frio, reunião entre pessoas de boa prosa e apreciação de música de qualidade. A combinação parece perfeita. Mais ainda se entre os convidados para transformar uma pequena cidade ao sul de Minas Gerais em um dos mais importantes pólos irradiadores de música, durante os meses de maio, destacam-se nomes da cena nacional da música brasileira.
É com essa fórmula que dois mineiros, de Boa Esperança, escolheram Andradas não apenas como cidade para viver, mas também como local ideal para a concretização de um sonho: Fomentar a cultura brasileira através de um Festival de MPB.
Nascidos na tradicional terra de um dos maiores festivais de Música Popular Brasileira, os músicos David e Gilmar França tiveram como herança a compreensão de que eventos dessa natureza têm a singular capacidade de fazer despontar talentos que, em outras circunstâncias, não teriam esta possibilidade.
No final da década de 70, já radicados em Andradas (MG), os irmãos começaram a sentir as dificuldades de optar por investir na arte, diante de uma sociedade que não encarava o artista como um trabalhador comum.

UM SONHO QUE SE TORNA REAL
No final dos anos 90, inconformados com o lugar reservado aos músicos na sociedade e com o que se tocava nas rádios,  Gilmar e David decidiram por colocar em prática o aprendizado de sua terra natal, tendo como ferramentas a apreciação da boa música, apresentando-a ao público através de um concurso que movimentasse músicos de todo o país.
Engajados nessa empreita, eles procuraram o então secretário de Educação e Cultura, Hélio Alberto Trevisan, que, entusiasta da iniciativa, acolheu e apoiou a primeira edição do Festival da Canção de Andradas, em 1999.
No primeiro ano, a grande preocupação girava em torno da realização, com poucos recursos, de um evento capaz de atrair público e tornar-se referência, pela qualidade.
“Foi necessário colocar como atração a apresentação do coral infanto-juvenil para que seus familiares pudessem preencher os espaços vazios do salão do clube Rio Branco”, foi o que informou o idealizador David França.
Naquele ano, o incentivo da imprensa local foi fundamental e a população acabou abraçando a ideia.
Em 2000, já com uma melhor premiação, o nível das músicas recebidas e o público cresceram de maneira espantosa. A partir de então, o Festival foi registrando um número crescente de público e participantes, edição após edição, de maneira a tornar-se uma referência no país.

PROFISSIONALIZAÇÃO
No ano de 2011, a parceria com a produtora Engenho Cultural e as fomentadoras culturais Valeria Freitas e Jesuane Salvador concretizou mais uma etapa importante. O Festival recebeu aprovação através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A partir de então um novo desafio foi proposto: Conseguir com que empresários mineiros abraçassem a ideia, patrocinando o Festival através da Lei de Incentivo à Cultura.
A diretora artística do evento, Neusa Ferreira Marcondes engajou-se completamente e toda a equipe uniu-se, correndo contra o tempo, já que o evento acontece no primeiro semestre de cada ano.
A tradição já conquistada pelo Festival, neste momento, foi fundamental e dois importantes parceiros abraçaram a causa: as empresas GASMIG e ICASA, cujos patrocínios possibilitaram o aumento de premiação e estrutura para a realização da 14ª edição do evento.
“Imaginem se não tivéssemos no Brasil os festivais de música, onde as pessoas que fazem um trabalho sério se apresentariam? É admirável a insistência dos realizadores de festivais e louvável o apoio das empresas que acreditam e investem em cultura e prezam a música de qualidade”, concluiu David França sobre o apoio empresarial, que foi responsável por triplicar os recursos para o evento em 2012.

RECONHECIMENTO
Por sua seriedade e qualidade, atualmente, o Festival da Canção de Andradas figura entre os três maiores de Minas Gerais e entre os dez maiores do país. Por sua relevância, o evento recebeu grandes nomes da MPB, como Ivânia Catarina, José Alexandre, Eudes Fraga, Lula Barbosa, José Renato Fressato, Diego Morais, Tavinho Limma, dentre outros.

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